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Generalidades com Especificidade

Generalidades com Especificidade

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Lua, luz, água e amplidão.




Viver, a que será que se destina?












domingo, 30 de abril de 2017

Sonho nº 1 - A Estrada

Estou com minha bicicleta e alguns conhecidos em uma cidade que conheço, mas com algumas diferenças, me despeço e digo que está ficando tarde e preciso pegar uma estrada alternativa que eles dizem desconhecer. Eu sei em qual direção seguir, mas em algum ponto estranho o lugar e resolvo perguntar a alguns moradores pela tal estrada, não sou muito bem recebido e todos dizem que a tal estrada é muito antiga e está fechada a muitos anos. Não desisto e sigo em determinada direção em um declive extenso. Chego em um ponto onde há uma grande barragem de açude e dois pescadores estão colocando um terceiro homem em um buraco cheio de água, desconfio que o homem está morto e dou meia volta, desconfio que estou sendo perseguido por eles em uma estrada com muito barro e acabo entrando em uma velha olaria no caminho. Em meio a muita madeira e equipamentos velhos e parados vejo alguns gatos circulando na poeira. Sinto a presença de uma menina, mas ela não aparece, com certa dificuldade e em meio a poeira acabo achando um caminho, uma estrada de chão batido, com duas trilhas que levam até uma ponte destruída e barrada por uma cerca de arame farpado do outro lado, paro no pé da ponte e fito o outro lado. Depois da ponte a estrada segue me meio a um descampado com algumas árvores, um lugar muito verde e bonito com a natureza bem preservada e abundante. Agora a menina, muito bonita posso, posso vê-la, está ao meu lado que apontando para a frente diz: _ Essa é a estrada. E sorri maliciosa. 
A seguir uma intensa movimentação do outro lado, muitos animais pré históricos aparecem vindo na direção da ponte, a noite está chegando rápido, mas o dia claro mostra o contrário. A menina me olha com sensualidade e sorri novamente, com o dedo médio na boca simulando roer a unha. Acho engraçado, o barulho da água é agradável, e os animais parecem tranquilos, acordo e tento dormir para continuar o sonho, estou curioso em em meio a madrugada calma.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Putinha do Ermo II (erótico)


Os lábios mais carnudos que conheço pertencem a putinha do ermo. Sempre entreabertos, úmidos e disponíveis eles me fazem enlouquecer de prazer, com seu toque aveludado, lubrificado e deslizante. Os lábios da putinha do ermo são torqueses de pelúcia que apertam sem machucar, antes pelo contrário, são de uma suavidade estonteante. Quando os lábios da putinha do ermo me tocam, sinto calafrios, seguro sua cabeça com as duas mãos com delicadeza no delicioso vai e vem que ela realiza. Invariavelmente nossa relação é de minutos, que tento prolongar o mais que posso. O toque morno e aconchegante dos lábios da putinha do ermo são o meu vício, quero sentir seu contato, sonho com seu contato. Ontem nosso encontro foi maravilhoso, mal cheguei e recebi seu toque delicioso, sua língua me acariciou, me lambeu, me envolveu, me apertou e em segundos eu derramava meu prazer, que lhe escorreu pelos seios como uma cascata densa e viscosa. A putinha do ermo só se recusa a beijar na boca.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Já Vai Terminado o Verão.

O inverno tem seus encantos, não  se deve  negar, mas o verão é a estação da vida, onde tudo brota sem parar. Em qualquer lugar a vegetação exuberante se apresenta, os dias são longos e as pessoas estão mais disponíveis. As noites, mesmos as mais tórridas são agradáveis, o cheiro das flores e das folhagens fazendo suas trocas gasosas enchem as ruas, o céu é limpo e a vida mais fácil.
Costumo nas folgas, nas longas tardes de verão sair de bicicleta, parar em locais ermos, sombras convidativas e ali passar horas ouvindo música. Gosto também de ficar na margem do lago que margeia minha cidade, passar longos tempos admirando a paisagem e o barulhinho refrescante da água batendo nas pedras. Costumo frequentar a muitos anos um local bem isolado da margem do lago, distante cerca de quatro quilômetros, em um antigo ancoradouro e ali passar horas nadando como vim ao mundo. O contato da água com o corpo nu é maravilhoso e energizante, e só saio da água quando a pele começa a enrugar de tanto ficar alí, nadando, mergulhando e me divertindo. Algumas pessoas, muito raras também se refrescam nesse local, e nenhuma se importa com a nudez alheia, pois como não existe uma praia propriamente dita, pois são pedras nessa margem, as pessoas se despem e logo entram na água, e ninguém está ligando para isso, apenas com a possibilidade maravilhosa de um banho natural. A água está limpa nos últimos anos, apesar de ainda não ser a ideal para o banho, está a contento, fresca e convidativa. Estamos a menos de uma semana do fim do verão, creio que o aproveitei bem e anseio pelo próximo. Carreguei as bateria para aguentar o longo inverno sulino, a tarde foi muito boa, parece que a última desse verão, até o próximo!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A Casa de Madalena

Fomos muito felizes na casa de Madalena, uma casa alegre de gente simples, dessas que quase não existem mais. Era uma casa pequena, bonita feita de madeira em um belo terreno de esquina em um lugar muito bonito. A casa era cercada de árvores com sombras frescas e um jardim bem cuidado, um lindo e alto coqueiro se erguia em um dos cantos do jardim. A casa era bastante antiga e não tinha mais cor de tinta alguma, somente o cinza envelhecido das tábuas de madeira, resistentes aos anos. O tipo de construção era das antigas casas de praia, com duas águas em uma cumeeira invertida, onde as duas partes convergem de fora para dentro, do mais alto para o mais baixo até a calha central que canaliza a água, coisa bastante comum em décadas passadas.

Nos longos dias de nossas juventudes, costumávamos depois das aulas nos reunirmos no alpendre da casa de Madalena, ou nas sombras das arvores de fronte, tomando chimarrão, ouvindo música, jogando, cantando e discutindo planos, marcando partidas de handball e rindo muito. Alí se trocava olhares, paqueras, toques sutis de mãos, abraços efusivos, primeiros beijos e muita amizade, sempre dentro do respeito a casa e a família de Madalena. Também nas quentes noites de verão, aos sábados nos encontrávamos lá, concentrados para as discotecas, as noitadas divertidas e saudáveis, as longas caminhadas em turmas, depois a volta e a dispersão e tudo se renovava na segunda-feira. Outro dia passei por lá, a casa não existe mais, foi demolida, mas as árvores, os muros o velho coqueiro ainda estão lá...me deu um nó no peito, parei e fiquei observando por alguns instantes, cheguei mesmo a ouvir as risadas dos amigos, das meninas e enxerguei aquela linda turminha de adolescentes, todos de abrigo esportivo azul marinho de uma mesma marca, aquela das três listras, assim como os tênis brancos. Fomos muito felizes na casa de Madalena.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Márcia, minha Grace Jones.

Ontem vi a Márcia, amiga de mais de 25 anos e que faziam outros tantos que não a via, linda como sempre, como na primeira vez que a vi. Era uma tarde de calor intenso, em uma época que as praias do Rio Guaiba ainda eram muito frequentadas, as estradas para o litoral ruins o que fazia com que a maioria da população ficasse na cidade nos verões. Eu estava a uma sombra na beira do rio, perto de umas pedras quando vi ela surgir na água, caminhando com dificuldade por cimas das mesmas pedras que se estendem até o rio, estão lá imóveis até hoje, como não poderia ser diferente. Márcia linda, corpo escultural, magra mas com curvas deliciosas, negra pele tostando mais ainda no sol, bikini minúsculo, púbis delicada, seios firmes e um rosto de uma deusa africana. O que mais me chamou atenção à primeira vista foram seus enormes olhos, de um verde lindo contrastando com sua pele de veludo marrom. As pupilas grandes com uma íris multicolorida onde se destacava o verde musgo de uma intensidade enlouquecedora, o cabelo tipo "carapinha" emoldurando um rosto simétrico, perfeito e uma boca carnuda e maravilhosa. Eu a olhei, ela me olhou e nos apaixonamos no ato, conversamos alí por horas a fio, mesmo com o protesto da sua irmâ que estava junto com ela, também muito bonita. Sua irma cansou de esperar e foi embora, tomou outra direção com algumas amigas, rindo e correndo pela areia. Resolvemos entrar na água, o que fizemos de forma natural, conversando e trocando carícias ocasionais e pretensiosas, e em poucos minutos estávamos nos beijando ardentemente, com o tesão a flor da pele, quis transar, era necessário, mas Márcia resistiu, dizendo que á água era inadequada, podia lhe trazer alguma micose ou ou qualquer outra coisa, mesmo assim introduzi o membro em seu bikini e roçando a glande em seus pelos pubianos gozei fartamente, ao mesmo tempo que fitava seus olhos verdes sedentos. Essa foi minha primeira vez com Márcia, nos meses seguintes fizemos amor em diversos locais da beira do rio, desde a Alegria até a Florida, sempre em contato coma natureza, em cima de pedras, nos juncos secos, na grama etc. Um dia ela permitiu que eu penetrasse seu delicioso cuzinho dentro d'água, menos de dez minutos depois de uma transa fantástica debaixo de uma frondosa sombra de um jambolão, que visito frequentemente na beira do rio em umas pedras de um antigo pier na vila Elza. Eu sentei em uma tábua, confortavelmente escorado no velho jambolão, membro em estaca, Márcia me abraçou e enrodilhou-se em meu pescoço, relaxando todo o seu peso, de cócoras sobre mim, quase desfalecendo de prazer. Gemeu, urrou e gozamos junto, copiosamente em êxtase, quando abri os olhos, com os fluídos de Márcia escorrendo por minhas virilhas junto com os meus, espessos e mornos, fazendo uma poça logo abaixo da minha bunda junto a tábua que fazia de banco, essa foi a minha primeira visão, exatamente assim como na foto, acredito que no mesmo horário, pois fiz essa foto em homenagem a esse momento e muitos outros que tivemos ali. Insinuei algumas coisas ontem para a Márcia em nossa rápida conversa, claro ela não respondeu, como eu tem família e é uma grande mãe, esposa e dona de casa. Deus abençoe a minha querida Márcia, que me proporcionou os meses mais felizes do ano de 1984.


Márcia II
Um dia íamos pela avenida principal da Alegria, eu e mais três amigos, quando um deles me disse que uma menina me chamava alí no barranco, na descida pra praia em uns eucaliptos, que ainda estão lá. Era a Márcia, passamos a tarde juntos e fomos até as pedras na divisa com o terreno da empresa de celulose, ficamos no fim da tarde, apreciando o rio e a maravilhosa brisa do anoitecer. Transamos em cima das pedras, meus joelhos ralaram e a bundinha linda dela ficou marcada, suamos em bicas. Foi a primeira vez que vi a vagina de Márcia, era linda, uma gruta perfeita, vermelha contrastando com sua pele marrom, poucos pelos pubianos, ralinhos. Márcia gozava rápido, em poucos minutos, um dia teve um lindo orgasmo apenas sentada em meu joelho direito, encharcava a calcinha, na verdade um calção adidas muito curto, sem sunga que ela usava sempre, quando tirava o bikini.

Márcia III
No final do ano de 1984, recebi um convite de uma amigo para trabalhar com ele em Candiota, então um distrito do município de Bagé, a primeira coisa que pensei era de que teria de deixar Márcia por um longo tempo, já que viria poucas vezes à cidade. No dia posterior a noite que acertei com meu amigo a viagem para o próximo domingo a noite, fui em desespero para a praia da Alegria na esperança de encontrar a Márcia, - Esperei a tarde toda, tomei diversas cervejas, me embebedei e terminei o dia vagando bêbado por entre as pessoas, entre os banhistas e a alegria reinante no lugar como de costume. Encontrei amigos, amigos de Márcia e até um tio dela, mas ninguém soube me dar informações sobre ela, e no estado em que acabei ficando aquele dia, um sábado, fim de temporada com os dias mais curtos, resolvi ir embora para me recuperar, voltaria no outro dia. Mas no domingo passei mal quase o dia inteiro por causa da bebedeira, precisava viajar a meia-noite para Bagé, então fiquei em casa, somente saindo para a viagem. Passei um longo tempo em Bagé, tive outras namoradas, lá em aqui, mas nunca esqueci a Márcia e o jeito brusco de como nosso amor foi interrompido. Mesmo no forte inverno que fez aquele ano eu a procurava nos lugares que costumávamos ir, sentava por lá me lembrando dos momentos felizes que tivemos. Não quis ir até sua casa, talvez até ela estivesse esperando por isso, que eu a procurasse, mas no orgulho de jovem, sofri calado e tentei esquece-la, o que na verdade nunca aconteceu. No meu pensamento ao longo dos anos, mesmo sem vê-la Márcia se tornou uma grande amiga e companheira a quem eu sempre recorria nos momentos de tristeza, mesmo na lembrança. Passei toddo esse tempo sem sequer ver sua sombra, no dia que a vi reconheci de primeira, e ela retribuiu de certa maneira com muito carinho, vi um turbilhão de pensamentos passar por seu olhos verdes.