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Generalidades com Especificidade

Generalidades com Especificidade

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Quiet Riot


Não está fazendo frio nessa noite, mas apesar disso estamos usando roupas pesadas e luvas sem as pontas dos dedos. Eu mais um grupo de mendigos, estilo os "hobos" americanos. Um deles. o mais baixo e franzino, muito fraco mas com muita disposição conversa comigo e me acompanha por uma rua pouco iluminada, passamos por uma praça bem cuidada com palmeiras muito altas e monumentos estranhos. Pegamos pedras e seguimos até a esquina próxima, nossos pés estalando na calçada, onde diversas pessoas muito alinhadas por detrás de enormes janelões de vidro jogam e divertem-se enquanto bebem. O mendigo joga a primeira pedrada estraçalhando a vidraça e corre...eu jogo a segunda acertando em cheio o lustre que despenca fazendo enorme barulho, com os pequenos losangos de cristal voando para todos os lados - Grito a todo pulmão:
_Alienados, jogando bingo enquanto o País afunda!!!!

O mendigo sumiu, apenas a rua deserta agora úmida por um chuva fina que cai, corro com todas a minhas forças, o cansaço me vence muitas quadras dali e caio ao chão extenuado - Desperto com o coração na guela.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ciclo Final

Finalmente após a passagem dos 36 ciclos necessários para conclusão do processo, tudo havia chegado ao fim. Todos os setores haviam encerrado as atividades,porém não havia qualquer traço de comemoração. Mas também não haviam mágoas nem nódulos a serem removidos. Os animais de quatro patas davam clara mostra de tristeza, assim como nós que os deixávamos. Durante os ciclos, muitas pessoas haviam transitado entre os diversos módulos e tinha muito lixo acumulado, pois a movimentação e os trabalhos foram intensos. Nada havia a reclamar de minha parte, eu partia em paz e com o sentido do dever cumprido. Sendo que as obrigações da instância maior estavam de acordo com o esperado. Uma nova sequencia de ciclo já estava em andamento e eu ansioso por fazer parte dos elos dessa nova corrente.
 . Deus me guie.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Lascívia na Noite


Acordei cansado, as ninfas sensuais me visitaram essa noite. Eu estive febril desde as primeiras horas da tarde, arrepios me percorreram o corpo até o início da noite quando finalmente fui dormir. Elas chegaram por volta das quatro da manha, conheci pelo sons magníficos que produzem ao atravessarem as paredes. Tentei levantar, cheguei a sentar da beira da cama, tateando com os pés a procura dos chinelos, não deu tempo: Núbia a mais voluptuosa lançou-se sobre mim, minhas roupas voaram longe rasgadas em mil pedaços, devorou-me ansiosa, sugou-me exaurindo minhas forças, cerrava os dentes de prazer, enquanto Aníbia  mais silenciosa, sentada sobre a cômoda observava aguardando sua vez. E teve.

Após a sessão que durou em torno de duas horas, foram embora num voo rápido, que deixou u silencio brutal em mim. Cambaleante levantei-me e me dirigi ao banheiro para a higiene matinal, estático na frente do espelho não tinha coragem de levantar a cabeça e me olhar, mas pude ver que a luz da madrugada já entrava pela janela e que não era a luz habitual límpida e agradável, era um luz esverdeada que transmitia uma agitação, não dava calma.
Na rua encontrei as primeiras pessoas que caminhavam apressadas em direção ao pier, queriam pegar a primeira embarcação do dia, passei por elas como o homem invisível, nem me notaram e o bom dia habitual não aconteceu, minha alma ainda não havia sido devolvida. Já era dia , mas fazia noite em meu ser.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Tempo Passa


A medida que avançamos ao longo do caminho da existência, nos deparamos com sensações que nunca tivemos, vivências nunca experimentadas e sentimentos nunca atravessados. O crescimento de um filho, o envelhecimento de irmãos e dos pais, objetos que se desgastam no decorrer do seu uso, nada disso me colocou de frente com o passar dos tempos como uma situação que vivi  no ano de 2007.
Por diversas situações da vida, deixei de ir a casa de um grande amigo, mais precisamente no seu quarto durante cerca de 25 anos,. Quando lá estive pela última vez pude perceber o esmero com que seu quarto era cuidado, tanto por ele quanto por sua mãe: A colcha de veludo verde, seus móveis em madeira maciça, uma velha eletrola dessas de móvel, quadros na parede, fotos nos aparadores, discos e livros na estante, roupas no roupeiro, etc. Tudo impecavelmente arrumado e distribuído de forma simétrica,  bem pensado, respeitando espaços, tamanhos, cores e tipos. Tudo era muito novo, pois ele e sua família haviam se mudado para essa casa a pouco tempo, e muito das roupas de cama, cortinas e móveis eram novos e brilhantes. Um dia visitando-o, seus pais já haviam partido, fui convidado como nos velhos tempos para escutarmos música em seu quarto, que era o seu pequeno mundo, eis que me assombro ao chegar na porta. Pronto para adentrar no recinto, até então nada havia me ocorrido, não sou saudosista e entrar novamente nesse local nada tinha de espetacular. Mas a sensação que tive, e que não posso explicar pois os sentimentos não se explicam, foi de certa forma admirável: Tudo o que enumerei antes, de seu objetos e que vi da última vez que ali estive, estavam ali. A jaqueta jeans pendurada no mesmo local inclusive. Mas tudo com um detalhe, que não poderia ser diferente após mais de vinte anos: Tudo estava velho, opaco, sem vida e com grandes sinais de uso e desgaste do tempo. A colcha verde de veludo sobre a sua cama, havia perdido aquela maciez do tecido e a cor era apenas um arremedo do que foi um dia. A sua jaqueta jeans pendurada em um gancho próprio para roupas era a mesma, mais agora estava desbotada, em vez do brim azul denin escuro de antes, estava com um aspecto claro, um azul celeste não menos belo que o azul escuro original. O tapete no chão com uma gravura de um felino, antes viva e colorida estava desbotada e puída. Os móveis, os discos, fotos, posters, quadros e demais objetos eram exatamente os mesmo de tantos anos atrás, porém traziam em si  a marca indelével do tempo,  a certeza de que tudo sucumbe e se dobra a ele. Vistos assim no conjunto, esses objetos que citei eram como duas fotografias: Uma a da lembrança que eu tinha e outra a real, do momento. Nesse djavu que por segundo vivi, pude experimentar de forma única o passar dos anos e abraçando meu velho amigo chorei, pois ele ainda era mesma pessoa de tanto tempo atrás, trazendo é claro as mesmas marcas que eu e todo aqueles objetos em nossa volta traziam, vi que ele compreendeu tudo, sensível que era. Tempo, senhor dos destinos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Louva-a-Deus


Quando criança, desenvolvi não sei como, um medo terrível do inseto conhecido como Louva-a Deus, um inseto grande, verde e de pernas compridas com uma cabeça triangular diminuta e olhos pequenos e assustadores. Na verdade um inseto inofensivo eu viria a saber mais tarde. As noites de verão em que apareciam esses insetos na minha casa eram verdadeiras noites de terror, mas eu as vivenciava sozinho, sem comentar com meus pais. Uma noite com a luz acesa, um grande deles que estava agarrado ao forro pulou e voou em direção ao meu rosto, com a velocidade de uma raio saltei longe da cama  me desviando a tempo e conseguindo na mesma sequencia, esmagar o monstro com vigorosa pancada com o livro Eram os Deuses Astronautas de Erich Von Daniken ao qual eu estava lendo.
Mas a noite mais terrível que passei foi sem dúvida uma em que após meses sem ver um Louva-a-Deus entrei em meu quarto, acendi a luz e deitei-me, quando entrou pela veneziana um enorme Louva-a-Deus e pousou exatamente sobre a maçaneta da porta, impedindo qualquer tentativa minha de fuga. A janela era muito alta na rua e eu não poderia pular, espantar o monstro alado não me ocorria, visto que isso poderia embravece-lo e fazer com que saltasse sobre minha pequena pessoa. O jeito foi me recostar na cama e ficar folheando livros até que ele resolvesse sair dali, ou resolvesse sair pela janela, que deixei semi-aberta, rezando para que outro não entrasse. Quanto mais a noite enveredava madrugada adentro mais medo eu sentia e um terror  tomava conta de mim. Imaginei ele voando sobre meu rosto, perfurando meus olhos e injetando seu terrível, nefasto e mortal veneno, acabando ali mesmo com minha preciosa vida. Tantos filmes ainda não vistos, livros que jamais eu leria, brincadeiras que nunca mais eu participaria. Não viveria para ter coragem de contar a Aninha o quanto eu gostava dela, e imaginar a pretinha junto com outro guri me assustava tanto quanto o Louva-a-Deus. Absorto eu meus delírios de medo nem notei que o bicho havia se movimentado em torno da maçaneta e agora pendia de cabeça para baixo, como se quisesse me dizer que estava de olho em todos os meus movimentos. Pensei em atirar um livro nele, abafá-lo com o lençol ou um travesseiro, mas o medo me deixava estático, sem ação nenhuma, nem ler mais eu conseguia, apenas fitava-o. Pensei em fazer barulhos, apagar e acender a luz de cabeceira, mas tudo me parecia perigoso, qualquer movimento meu e a fera pularia para terminar o que teria vindo fazer: Eliminar mais um ser humano. Quantos já teria matado essa semana? O vizinho que morreu subitamente na noite anterior, ninguém disse nada, mas poderia perfeitamente ter sido obra do Louva-a-Deus. E aquela senhora gorda do final da rua, que no més passado gritou durante dias de dor, finalmente morrendo sem que ninguém soubesse do que ela morrera? - Com certeza haveria de ter sido picada pelo Louva-a-Deus e sucumbido a peçonha fatal do esverdeado assassino. E agora aqui estou eu insone e a mercê do vil algoz, vivendo os últimos instantes de minha existência, a última madrugada da minha breve passagem sobre a terra, lar do inclemente Louva-a-Deus. Tive um breve cochilo e sobressaltei apavorado percebendo que a maçaneta da porta girava e o inseto medonho ficava novamente por cima dela, assumindo definitivamente a posição de ataque, eriçando as pernas serrilhadas e então... a porta se abriu de súbito e através da fresta o rosto lívido, e amoroso de minha mãe apareceu, enquanto o Louva-a-Deus era prensado de encontro a parede e caia estonteado ao chão.
_Problemas para dormir filho? - Quer alguma coisa?
_N..n..não! Balbuciei olhando m direção ao inseto no chão.
_Humm! Sei estás com medo do bichinho né?
Enquanto isso o Louva-a-Deus girou sobre seu próprio corpo e zumbindo precipitou-se em direção a minha cama, gelei, morreria ali em frente minha querida mãe, covardemente, imóvel picado pelo inseto ferido e mais mortal ainda, agora que estava ferido. Fechei os olhos e não vi a ação seguinte, quando Rex nosso gato grande e cinzento catou-o em pleno voo e devorou-lhe com uma só mordida a cabeça, movimento contínuo passou a devorar-lhe o corpo, os membros que estalavam e eram moídos pelas mandíbulas poderosas do felino, que após a refeição e de ter me salvo do monstrengo, pulou e deitou-se aos meus pés na cama lambendo as patas e me olhando vez por outra com o seu olhar protetor. Minha mãe a tudo presenciou em silencio, mas com um leve sorriso nos lábios, ajeitou o lençol sobre mim perguntando:
_Quer que eu leve o Rex para fora?
_Não. Pode deixá-lo comigo, acho que ele me protege como a senhora.
_Dorme estimado - Disse minha mãe beijando me na testa, até hoje sinto o calor e a ternura daquele beijo, depois disso nunca mais tive medo do Louva-a-Deus.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Léa e a Tela em Branco

 
                  Não sei exatamente a quanto tempo Léa estava ali sentada, com os pincéis e a paleta nas mãos, olhando a tela em branco. Eu a observara por mais de trinta minutos e ela continuava imóvel,  o olhar perdido na imensa e parda tela a sua frente. O atelier impecável como sempre: As tintas dispostas em "stands" alinhadas por cor e tamanho, os pincéis mais usados lado a lado em um grande quadro na parede, perto dos novos, esses devidamente guardados dentro dos invólucros de plástico. Recipientes contendo terebentina e outros solventes etiquetados e devidamente indicados como inflamáveis estavam a um canto mais afastado do cômodo, no cinzeiro uma bagana de cigarro ainda fumegava. O olhar de Léa não era por assim dizer um olhar triste, antes senão um olhar contemplativo do criador ante a impossibilidade da criação, o vácuo da inspiração, a suspensão da respiração, o transe. 
Léa vestia apenas uma camisa masculina de musseline,  que lhe caia como uma segunda pele por sobre o corpo quase adolescente e de um alvura angelical. Qualquer um que a avistasse veria tratar-se de uma pessoa que jamais se expunha aos raios do sol. Seus quadris juvenis pareciam maiores assim sentada na banqueta e com a perna esquerda cruzada sobre a outra. A mão direita com a paleta, levemente assentada sobre o colo, deixava a mostra através e além  da linha aberta de botões, um belo, rígido e bem desenhado seio. O pincel segurado entre os dedos indicador e médio, era firmemente travado pela tenaz do  polegar, a mão repousando sobre o joelho esquerdo, denotando o sinistrismo. A depressão formada pelo dois músculos lombares, que começava logo abaixo da nuca entre as espáduas e se prolongava até o início dos sulcos das nádegas era na verdade a visão do paraíso, tal a formosura e sensualidade que transmitia. Vistas assim por trás, Léa e sua tela em branco já eram em si um pintura, de telas pouco entendo, mas é assim que vejo Léa: Como uma tela a ser colorida pouco a pouco, lentamente.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Viagem de Cogu

No final do ano de 1976, recebi um bilhete através de meu primo Paulo Ricardo, que viajava a estudo diariamente a Porto Alegre. Vinha de meu amigo Mauro Zenker e dizia simplesmente para eu ir até sua casa, pois sairíamos para comer uns cogumelos. Almocei e fui até a casa do Mauro, distante cerca de tres quilômetros da minha e lá chegando fui recebido por ele, trajando sua bata japonesa vermelha. Pegamos o gravado com algumas fitas  uma carabina de pressão e fomos para o campo nos fundos de sua casa.  Fomos diretamente a um grupo de cogumelos que ele já havia visualizado do ônibus, quando voltava para casa, no dia em que me mandou o tal bilhete. Eu nunca havia comido cogumelos alucinógenos, e ingenuamente até duvidava que produzissem algum efeito, mas para minha surpresa fizeram. Comemos cerca de dois cogumelos cada um, com pedaços de banana para disfarçar o gosto e prosseguimos a caminhada pelo campo em direção a um açude que havia nas proximidades. Passado poucos minutos, eu já sentia alguns efeitos e ao passar um cerca de arames farpado, tentei voar sobre ela, me enganchei todo nas farpas mas não me machuquei, mas vi que algum coia já estava fora do normal, Mauro ria muito com seu sorriso largo e os olhos semicerrados como de costume, Chegamos ao referido açude, e nos deitamos bem ao lado da água, pelo lado de dentro da taipa, ligando o gravado a todo volume tocando a fita k7 do disco machine Head do Deep Purple. As alucinações visuais haviam começado a tempo, e  confesso que não estava me sentindo muito a vontade com elas, fiquei meio inquieto e não conseguia me concentrar na viagem, mas olhando para o Mauro que havia deitado na relva apoiando a cabeça no braço esquerdo e parecia muito calmo (ele era mais tarimbado em viagens desse tipo) eu tentava restabelecer meu contato com a terra. Mas as alucinações se tornaram mais intensas ao som de Space Truncking, que por si só já é uma imensa viagem espacial da banda. Levantei me, sentindo alguma tontura e meio a profusão multicolorida que estava vivenciando, de olhos abertos ou fechados eu via a mesma coisa e isso me apavorava. Convenci o Mauro que a contragosto resolveu que voltaríamos para casa o que fizemos com certa facilidade, pois eu seguia aquela figura disforme por vezes ou que assumia diversas formas, conforme eu pensava e vivia aqueles momentos. Tudo era como num sonho, trechos de filmes, músicas, livros, coisas que eu andava lendo o coisas que eu já havia vivido se misturavam em minha cabela em um ritmo por mim jamais imaginado. Ficamos um pouco na casa do Mauro, isso cerca de duas horas depois de iniciado as alucinações, contando meia hora para comer os cogumelos,  para ir ao açude e voltar, na verdade ficamo muito pouco tempo por lá. Brincamos com uns cachorrinhos novos que o Mauro tinha, escutamos som, mas eu realmente estava muito apavorado, e resolvi que ia embora e mauro daquele jeito foi jogar bola. Eu peguei o caminho em direção ao centro de Guaiba e percorri todo o trecho a mil por hora, minha vida passava e repassava por minha cabeça e eu não tinha muita noção do caminho que tomava, pois estava vivendo uma outra realidade visual, eu estava completamente dominado pelos efeitos da substância e segui o caminho sem rumo, mas no rumo certo. Em determinado lugar, na frente do que é hoje o parque Coelhão encontrei os camaradas que andavam comigo naquele tempo, que logo notaram que eu não estava agindo normalmente, pois po várias vezes tentei atravessar um muro como se ele não existisse, Disseram me depois que questionado eu apenas respondi:
_Cogumelos - Bastou para que sacassem e então me puseram num ônibus e me levaram para casa, não sem antes eu me deitar em uma cama em exposição num loja. Foram bastante responsáveis os meus amigos em atinarem a me levarem para casa, pois sabiam que eu precisaria de algum atendimento e espertamente disseram aos meus pais que eu havia bebido vinho de laranja. Fui levado para o pronto socorro e após muita glicose eu me recuperei, voltando em parte a minha lucidez, dizem que muitas vezes eu repeti a palavra cogumelos enquanto estava n maca recebendo atendimento. Mas naquela época nada se sabia a respeito. E tudo ficou como bebedeira mesmo, apesar do médico estranhar que não havia cheiro de álcool em mim. Depois por vários dias eu sentia ainda ecos do efeito daquela droga, Na verdade um mistura explosiva e perigosíssima de Psilocibina e arsênico que em determinada dose é fatal. Nunca mais botei cogumelos na boca e até hoje quando como eventualmente alguns champions o faço com algum temor. Essa história ficou muito conhecida pelos meus conhecidos e me marcou profundamente.