sexta-feira, 29 de maio de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
The Doors - Morrison Hotel ( 1970 - Elektra)
No final dos anos sessenta, os Doors viviam um período de
seca criativa, precisavam por questões financeiras voltar as paradas de
sucessos e precisavam aproveitar que as portas das casas de espetáculos estavam
se abrindo para eles novamente. A última gravação "Soft Parade" de 1969 não havia
agradado aos fãs nem a imprensa especializada e num esforço conjunto entre a
banda, Paul Rothchild (produtor) e Bruce Bothnik (engenheiro de som)
colocaram-se em estúdio e gravaram as bases de Morrison Hotel, sem os vocais de
Jim Morrison que foram colocados mais tarde para que as canções alcançassem
maior qualidade técnica e também para sincronizar as gravações com a agenda “alcoólica”
de Morrison. Ainda foram chamados a engrossar as fileiras instrumentais o
guitarrista Lonnie Mack que tocou contra baixo em "Roadhouse Blues" e
"Maggie M'Gill", John Sebastian tocou harmônica na primeira,
aparecendo nos créditos com um tal de G. Puglese. Voltado para as raízes da
banda com fortes referências ao Blues, pretendiam eles reconquistar os admiradores e voltar a
excursionar, aproximando Jim Morrison novamente do som de John Lee Hooker e o afastando um pouco de
Rimbaud. Este seria o penúltimo álbum do grupo, que gravaria ainda o fenomenal "L. A Woman" lançado em abril de 1971, menos de três meses
antes do fatídico 3 de julho em Paris, quando Jim Morrison morreu. A capa do
álbum mostra uma fotografia de Henry Diltz, que teve que brigar com o gerente
do Hotel em Los Angeles para fazer a foto já que ele se recusava a permitir a entrada daqueles
"arruaceiros" nas dependências do local, aproveitando um momento de
descuido do gerente, Diltz posicionou os garotos e efetuou o clic. O Hotel e a
foto entraram para a história, bem o como o álbum que é uma verdadeira obra de
arte musical.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
sábado, 20 de setembro de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
Pedra Bonita
Dois momentos de um dos únicos prédios que ainda resta da memória de Guaiba. O Prédio do Restaurante Pedra Bonita, no Balneário Alegria, que conserva até hoje as mesmas madeiras nas portas e janelas. Década de 20 e ano 2008.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Uma Rua
Ainda não começou a anoitecer, é
quase meio da tarde, e o sol ainda brilha forte, Acredito que a temperatura é
amena, mas sopra um vento frio, a gola de meu casaco está levantada e minhas
mãos enfiadas nos bolsos, estou caminhando com passos lentos para poder
observar tudo que existe em meu redor, tampouco sei como fui parar ali, mas não
reclamo disso. È incrível como posso
observar tudo com o mínimo de detalhes e é tudo tão nítido, tanto que não
consigo descrevê-los em sua totalidade, visto que são tão diversos e reais. A
rua é muito antiga, do século retrasado talvez, mas é muito bonita. As casas estão um pouco abaixo do
nível das calçadas, parecem que foram reformadas há muito tempo atrás, as
calçadas estão muito irregulares e
destroçadas e possuem uma cor indescritível entre o ocre e marrom e parecem
muito frias, mas para minha surpresa são
extremamente acolhedoras, e meus passos parecem encontrar refúgio em sua
superfície. Consigo olhar para o interior das casas que estão quase todas com
janelas e portas abertas, mas não há
pessoas, apesar de movimentos, rádios
ligados, televisores, risos e vozes de crianças. Posso ver os velhos sofás com
cobertores cobrindo os rasgões, velhas estantes sustentando desgastadas
molduras e fotos de famílias. Mas nem todas são antigas, vejo fotos recentes
de crianças, festas e todos os tipos de
eventos. Almofadas que parecem preguiçosas ao sol que se infiltra
transversalmente, como que olhando para aqueles raios poeirentos provocados pelo sol iluminando as
partículas de poeira suspensas no ar.
Desviando o olhar para o lado oposto ao das casas vejo velhos cinamomos que já
sofreram inúmeras podas, e insistem em brotar, e o verde de suas folhas parece
incômodo aos meus olhos, contrastando com
a podridão de muitos de seus galhos. Buracos fantasmagóricos em seus
velhos caules me causam medo e repugnância ao mesmo tempo, mas olhando
novamente sinto um carinho quase pueril por aquelas àrvores.. Paro por um
momento e olho para traz, e noto que todas as edificações são muito
parecidas e alinhadas, notando também que já me aproximo do final da rua, e as
casas quase na esquina não são tão juntas e tem árvores visíveis nos fundos,
alguns parreirais muito verdes, com cachos de um tipo de uva pequena pendendo
de seus emaranhados de gavinhas. O movimento começa a aumentar, dobro a esquina
já com saudade daquela rua e olho em frente, uma enorme ponte se vislumbra com
caminhos muito amplos e extremamente bem pavimentados, sigo em sua direção. Do
alto da elevada posso ver o enorme tapete verde formado pelas copas dos velhos
cinamomos. Há poucos minutos caminhava em suas sombras.
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