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Generalidades com Especificidade

Generalidades com Especificidade

segunda-feira, 9 de março de 2015

The Doors - Morrison Hotel ( 1970 - Elektra)




No final dos anos sessenta, os Doors viviam um período de seca criativa, precisavam por questões financeiras voltar as paradas de sucessos e precisavam aproveitar que as portas das casas de espetáculos estavam se abrindo para eles novamente. A última gravação  "Soft Parade" de 1969 não havia agradado aos fãs nem a imprensa especializada e num esforço conjunto entre a banda, Paul Rothchild (produtor) e Bruce Bothnik (engenheiro de som) colocaram-se em estúdio e gravaram as bases de Morrison Hotel, sem os vocais de Jim Morrison que foram colocados mais tarde para que as canções alcançassem maior qualidade técnica e também para sincronizar as gravações com a agenda “alcoólica” de Morrison. Ainda foram chamados a engrossar as fileiras instrumentais o guitarrista Lonnie Mack que tocou contra baixo em "Roadhouse Blues" e "Maggie M'Gill", John Sebastian tocou harmônica na primeira, aparecendo nos créditos com um tal de G. Puglese. Voltado para as raízes da banda com fortes referências ao Blues, pretendiam eles  reconquistar os admiradores e voltar a excursionar, aproximando Jim Morrison novamente do som de  John Lee Hooker e o afastando um pouco de Rimbaud. Este seria o penúltimo álbum do grupo, que gravaria ainda o fenomenal  "L. A Woman"  lançado em abril de 1971, menos de três meses antes do fatídico 3 de julho em Paris, quando Jim Morrison morreu. A capa do álbum mostra uma fotografia de Henry Diltz, que teve que brigar com o gerente do Hotel em Los Angeles para fazer a foto já que ele  se recusava  a permitir a entrada daqueles "arruaceiros" nas dependências do local, aproveitando um momento de descuido do gerente, Diltz posicionou os garotos e efetuou o clic. O Hotel e a foto entraram para a história, bem o como o álbum que é uma verdadeira obra de arte musical.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Se isso não merece uma publicação, nada mais merece!!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

sábado, 20 de setembro de 2014

A cidade de Guaiba, apesar das transformações sociais e políticas que vem sofrendo ao longo dos anos, que em parte somente lhe tiraram a beleza e o charme de cidadezinha do interior ainda possui paisagens que a tornam atrativa aos olhos dos visitantes e moradores.









sábado, 14 de junho de 2014

Pedra Bonita

Dois momentos de um dos únicos prédios que ainda resta da memória de Guaiba. O Prédio do Restaurante Pedra Bonita, no Balneário Alegria,  que conserva até hoje as mesmas madeiras nas portas e janelas. Década de 20 e ano 2008.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Uma Rua


Ainda não começou a anoitecer, é quase meio da tarde, e o sol ainda brilha forte, Acredito que a temperatura é amena, mas sopra um vento frio, a gola de meu casaco está levantada e minhas mãos enfiadas nos bolsos, estou caminhando com passos lentos para poder observar tudo que existe em meu redor, tampouco sei como fui parar ali, mas não reclamo disso. È  incrível como posso observar tudo com o mínimo de detalhes e é tudo tão nítido, tanto que não consigo descrevê-los em sua totalidade, visto que são tão diversos e reais. A rua é muito antiga, do século retrasado talvez, mas é muito  bonita. As casas estão um pouco abaixo do nível das calçadas, parecem que foram reformadas há muito tempo atrás, as calçadas  estão muito irregulares e destroçadas e possuem uma cor indescritível entre o ocre e marrom e parecem muito frias, mas  para minha surpresa são extremamente acolhedoras, e meus passos parecem encontrar refúgio em sua superfície. Consigo olhar para o interior das casas que estão quase todas com janelas e portas abertas, mas não  há pessoas,  apesar de movimentos, rádios ligados, televisores, risos e vozes de crianças. Posso ver os velhos sofás com cobertores cobrindo os rasgões, velhas estantes sustentando desgastadas molduras e fotos de famílias. Mas nem todas são antigas, vejo fotos recentes de  crianças, festas e todos os tipos de eventos. Almofadas que parecem preguiçosas ao sol que se infiltra transversalmente, como que olhando para aqueles raios  poeirentos provocados pelo sol iluminando as partículas de poeira suspensas  no ar. Desviando o olhar para o lado oposto ao das casas vejo velhos cinamomos que já sofreram inúmeras podas, e insistem em brotar, e o verde de suas folhas parece incômodo aos meus olhos, contrastando com  a podridão de muitos de seus galhos. Buracos fantasmagóricos em seus velhos caules me causam medo e repugnância ao mesmo tempo, mas olhando novamente sinto um carinho quase pueril por aquelas àrvores.. Paro por um momento e  olho para traz,  e noto que todas as edificações são muito parecidas e alinhadas, notando também que já me aproximo do final da rua, e as casas quase na esquina não são tão juntas e tem árvores visíveis nos fundos, alguns parreirais muito verdes, com cachos de um tipo de uva pequena pendendo de seus emaranhados de gavinhas. O movimento começa a aumentar, dobro a esquina já com saudade daquela rua e olho em frente, uma enorme ponte se vislumbra com caminhos muito amplos e extremamente bem pavimentados, sigo em sua direção. Do alto da elevada posso ver o enorme tapete verde formado pelas copas dos velhos cinamomos. Há poucos minutos caminhava em suas sombras.