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Generalidades com Especificidade

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Movimento das Ondas

O lago Guaiba em dias de muito vento assume ares de pequeno mar. Suas águas revoltosas se movimentam em um maravilhoso balé hídrico e é muito agradável ficar a sua margem olhando e escutando esses movimentos da natureza. Agora mesmo em minha casa que fica a cerca de duzentos metros da margem, posso ouvir com clareza as ondas quebrando na vegetação costeira. A noite quando o silencio é maior o barulho fica bastante audível e é comum que visitantes perguntem pelo estranho barulho, já que ao chegarem não avistam o lago. Ilustro com algumas fotografias de um outro dia de vento.
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Na fotografia acima um galho de um arbusto auxiliado pelo vento desenha estranha caligrafia na areia.






A imensidão das águas rumo a Lagoa dos Patos.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Memórias de Família

Já foi dito por alguém que uma fotografia vale por mil palavras. Não é de todo errada essa frase, visto  que os registros fotográficos podem contar histórias de forma muito comovente, levando-nos ao encontro de fatos e memórias que por si só poderiam ser facilmente esquecidos. Registros, fotografias e lembranças de família são fatores importantes para que descendentes possam ter acesso ao legado histórico sentimental de suas famílias. Minha família original era grande e alguns membros, irmãos e tios gostavam muito de fotografia, muitas foram espalhadas nas diversas outras famílias que se originaram do ramo principal de meus pais, mas as guardamos com carinho e respeito. Nessa postagem procurando de alguma forma fazer com que esses importantes registros ganhem nessa ferramente moderna que é a World Web, o voo final como mídia que são, e nos bites desse nosso tempo ganhem a eternidade.

Meu tio Anarolino Freitas, irmão de meu pai, grande fotógrafo e registrador importante de diversos momentos das andanças de minha família pelo Rio Grande do Sul, juntamente com seu filho Waldir, nos anos cinquenta.

João Gilberto Barbosa Freitas, meu irmão mais velho, infelizmente já falecido, adorador de caçadas, pescaria e esportes náuticos, em foto na adolescência

As reuniões no Clube Aliança em Tapes eram o ponto de encontro da juventude "Elvis Presley" do final dos anos cinquenta. Ternos alinhados e bons topetes com brilhantina eram a moda.

Nessa fotografia, acredito que também no Clube Aliança em Tapes, além de meu irmão Gilberto, também está presente  outro irmão meu, Antonio Carlos Freitas (segundo rosto visível, da esquerda para a direta) que reside com a família a muitos anos em São José do Norte, no litoral sul do estado. Bebidas alcoólicas não eram comum entre a juventude daqueles anos. Aqui acho que início dos anos sessenta.

Gilberto, Beto como era conhecido por todos, dança com uma linda mulher de forma elegante, nas jovens noites dos anos sessenta.

E com um jovem amigo, observa o ambiente do Clube Aliança, em Tapes.

Paulo Roberto Barbosa Freitas, outro irmão, falecido prematuramente aos vinte e sete anos, aqui aparece entre colegas de trabalho em São Borja por ocasião da campanha de erradicação da varíola, da qual foi Agente Sanitário. Em 15/08/1970, exatamente 3 anos antes do trágico acidente que o vitimou.

Paulinho como o chamávamos, se diverte com uma garota, filha de amigos de meus pais no carnaval por volta de 1966.

Bons vizinhos eram como familiares, queridos e amados como tais. Nossa casa em Tapes foi o ambiente para a recepção do casamento de um afilhado de minha mãe, o Eronito. Nesse dia a casa era deles, pois minha família se encontrava morando em outra casa e Santa Vitória do Palmar. Confiança é um coisa antiga.

O trabalho nas lavouras de arroz exige muito dos homens e das máquinas. Abaixo um de meus irmãos, ou talvez outra pessoa, controla o impulsivo  trator Valmet lavrando (arando) numa granja de arroz em Santa Vitória do Palmar, extremo sul do Rio Grande do Sul, na localidade rural de Curral Grande.

Meu irmão Claudio Renato Barbosa Freitas, e o time de futebol em Curral Grande, Santa Vitória do Palmar. (O quarto agachado da esquerda para a direita)





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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Visões da Juventude

Abaixo reproduzo, para que não fique somente nas minhas gavetas, coisas que escrevi em um jornal da cidade e num jornalzinho de uma grande empresa onde trabalhei. O primeiro uma crônica de 1984 e o segundo um poema em homenagem a Porto Alegre de 1990.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Progresso da minha Cidade

Uma estranha sensação, a de caminhar por uma cidade e não reconhecê-la mais. Assim eu sinto quando ando pelos antigos recantos de minha localidade e não vejo mais as antigas edificações que me fizeram gravar na mente as lembranças que tenho. São bonitas as novas casas, comércios e praças, mas não são as que eu aprendi a gostar desde pequeno. É compreensível e salutar que as coisas evoluam e venham a ter novas caras e jeitos, e que fiquem por assim dizer mais bonitas e aprazíveis, também funcionais e higiênicas. Certas pessoas e eu me incluo nesse grupo, tem certa dificuldade como novo, eu particularmente me adapto com facilidade às novas situações do dia-a-dia e não me importo que as coisas mudem, mas sempre fico com esse ranço quando vejo as coisas antigas desaparecerem, da mesma forma que sinto que as pessoas pouco se importam com essas mudanças. Em minha cidade as autoridades nunca se importaram em preservar as edificações do passado, e o que era uma linda rua tornou-se, por exemplo, uma rua sem identidade com enormes fachadas comerciais que esconderam o que tinha de mais bonito, que eram as antigas residencias e casarios. É bem verdade que o sistema econômico selvagem não poupa nada, nem mesmo as pessoas que precisam do dinheiro para sobreviver e tocar suas vidas. Sabe-se que as partilhas de heranças levam bens a ficarem dispostos para venda e os novos proprietários querem que aquele imóvel de lucro, seja rentável, e então passam adiante ou transformam o lugar em uma outra coisa que lhes possa garantir algum dinheiro. Em minha cidade nada é preservado, somente as velhas amizades e amores, o que já é uma grande coisa.





sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Legislativo

A cerca de 30 anos atrás, eu juntamente a um grupo de jovens de uma igreja protestante tivemos a honra de atuar e trabalhar por duas noites, em um festival de teatro que aconteceu no auditório Dante Barone da assembleia legislativa do estado do Rio Grande do Sul. O ambiente político ainda era de muita insegurança, e víamos aquilo como uma afronta a ordem estabelecida, pois um monte de cabeludos de jeans desbotados, tomou conta das dependências do local, na parte técnica, som, luzes e na parte artística como atores, alguns. Interpretamos passagens bíblicas, em grupos que vinham de diferentes cidades do estado para esse festival. Tínhamos acesso a diversos locais do imenso complexo do prédio da assembleia, entrávamos em gabinetes, corríamos pelos corredores, de forma incontida e sem problema algum, já que éramos de uma igreja. Hoje passeando pelo prédio recordei-me desse bonito período de nossas vidas, e aqui mesmo do setor de informática escrevi esse pequeno texto.